SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado

Já parou para pensar que a maioria das pessoas hoje estão atropelando as palavras ao se comunicar? E as vezes que alguém pede informação e o outro não consegue se organizar mentalmente para responder? E quando isso geram sinais de ansiedade, por falta de controle ao se expressar?

Alguma vez aconteceu de você ir dormir e ao levantar não sentir que descansou? E quando bate àquela insônia por causa de tantos pensamentos que não param de surgir em sua cabeça? Essas e outras manifestações, podem ser sintomas de Pensamento Acelerado.
A Síndrome do Pensamento Acelerado caracteriza-se por dificuldade do indivíduo em relaxar a mente, se acalmar e organizar os pensamentos. Além disso, pessoas com essa síndrome tende a serem agitadas, com baixo nível de criatividade e de tolerância. O Transtorno de Ansiedade está totalmente ligado a uma mente Hiperpensante. Descoberta atualmente por Augusto Cury, a SPA pode ser confundida com o Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) por seus sintomas serem parecidos, mesmo as causas sendo diferentes.

A Hiperatividade possui causas genéticas, já o Pensamento Acelerado, ausência na organização das idéias mentais. Conheça abaixo um pouco mais sobre:

SINTOMAS
Uma criança com essa síndrome demonstra dificuldade de expressão, concentração e falha na memória. Mostra-se sempre irritada e com cansaço extremo. A Ansiedade como dita acima, o acompanha. Inquietação e intolerância também, além de se questionar com frequência de dor de cabeça, muscular e manifestações de problema de pele. Nos dias de hoje, as crianças e os jovens estão muito expostos as diversas informações através do mundo tecnológico, garantindo uma sobrecarga emocional e também sintomas como exaustão, fadiga, além de sensação de incapacidade de armazenar tudo que recebe.

CAUSA
Vivemos em um mundo moderno que impõe excessos. No caso das crianças, a quantidade ilimitada de brinquedos, as horas durante a semana sempre com alguma atividade a fazer, os estímulos se tornando cada vez mais viciantes como uso de celular, tablet e computador, a pressa em querer receber alguma informação e a ansiedade devido à pressão escolar, são exemplos de quem sofre com essa síndrome. Com isso, o indivíduo inicia um processo de condicionamento cerebral em agir daquela maneira, de forma impaciente e estressante. Como consequência, o cérebro fica esgotado, fazendo com que perca o desenvolver de outras funções como reflexão, empatia, criatividade, paciência, foco e organização.

TRATAMENTO

A Psicologia ajuda na organização desses pensamentos, fazendo com que estes foquem apenas no que é essencial e diminua o ritmo acelerado de estímulos de informações em sua mente.
No início pode parecer difícil, mas somos seres em constante mudança e quando o proposto é algo para melhorarmos nossa qualidade de vida, nosso corpo e mente sentem-se estimulados o suficiente para seguir esse caminho.
A Terapia Cognitivo Comportamental trabalha diretamente no pensamento, comportamento, sentimento e situações problemas, que geram os sintomas no indivíduo. Identificados os sinais, o terapeuta orienta o paciente de como desacelerar e inicia um planejamento individualizado.

É importante que uma avaliação seja feita para que o acompanhamento e tratamento sejam eficazes e bem sucedidos.

O sentimento de ansiedade confunde muito a mente ao criar um ciclo vicioso de pensamento de suposições que muitas vezes são fantasiosas. O profissional ensinará a identificar esses pensamentos, baseando nas evidências desse indivíduo, para após sua compreensão, substituir em idéias reais para desenvolver o equilíbrio mental de forma saudável.
Além disso e de grande valia, estimular a prática de exercícios físicos, de atividades lúdicas como pintura, desenho, leitura, ter contato com a natureza, ouvir música, tocar algum instrumento e criar uma rotina do sono, terá como consequência o início da construção de mais clareza no entendimento das informações, calma ao se organizar, motivação ao ver os resultados dos planejamentos e a sensação de se sentir suficientemente capacitado.

Procure orientação especializada caso precise. Todo incômodo mental por menor que seja, pode trazer grandes prejuízos.

Não rotule o sofrimento do outro.

Por Karime Marconcini

Inteligência Emocional: você tem?

Boa parte da população desconhece como identificar seus sentimentos e pensamentos, deixando-os apenas surgir e a partir deles, se comportando como estão acostumados. Algumas pessoas se decepcionam se arrependendo de uma ação, outras não se importam tanto, mas todos têm o mesmo objetivo: ter sucesso. 

Seja sucesso na sua habilidade social, no seu comportamento e até na imagem que transmite para outras pessoas. Esse é o desejo comum de todos os seres humanos e é pra desenvolver isso, que irei dar sugestões de como poderá prosseguir.

Nossa mente é um universo diverso e milhares de informações passam por ali diariamente, segundo a segundo. Acessá-la é um tanto quanto delicada, mas não impossível. Nela existem bloqueios emocionais, crenças desde à infância, valores pessoais, críticas impostas, desejos de todos os tipos, impulsos, manejos de atenção, a lógica, memória, intuição, formatos de resolução de problemas, emoções e alguns processos inconscientes.

Falando em processos, nada mais justo dizer que somos compostos por mudanças constantes e que isso depende de um certo tempo. Tem pessoas que mudam facilmente para se direcionar ao seu objetivo, mas outras nem tanto. E tudo bem! Nem sempre o que desenvolve mais rápido é o melhor ou o que será mais bem sucedido. Cada indivíduo tem sua limitação e forma de enxergar o mundo. Comparações sim é a forma mais veloz de atrasar uma boa desenvoltura. Então, pode parar!

Sucesso pessoal, profissional, social, quem não quer? Saber se comunicar com clareza, alcançar metas no trabalho com excelência e atrair pessoas agradáveis para seu ciclo de amizade, eliminando espaço para confusões verbais, queda de produção e pessoas tóxicas, dizem que é como viver no paraíso!

Então vamos lá.. como posso ter mais controle dos meus sentimentos, pensamentos e claro, minhas ações?

1º passo: Se policie. Isso mesmo! Comece a reparar seu comportamento independente de a situação ser boa ou ruim. Faça uma análise própria, de como se sentiu, como reagiu e o que obteve de aprendizado da situação. Veja o exemplo abaixo:

Situação Sentimento Ação Aprendizado
Falaram que fui injusta. Raiva. Questionar com a pessoa o julgamento dela. As vezes é melhor eu repensar quando repetir esse comportamento ou aceitar que tem pessoas que não pensam iguais a mim e tudo bem. Não vale a pena gastar energia com elas.

2º passo: Segure as rédeas de suas emoções. Comece a filtrar tudo que emite. Algumas pessoas são mais eufóricas, outras mais calmas, mas em uma situação conflituosa, ambas tendem a ser impulsivas e às vezes, inconsequentes. Tentar manter a calma é uma boa estratégia. Assim ensinará para o seu cérebro o quanto é importante pensar antes de falar. Alguns exercícios como da Prática da Respiração, Caminhada, Meditação, entre outros, ajudam a estabelecer esse controle e melhor, sempre ativo.

3º passo: Regularize suas emoções negativas. Não existe nenhum ser vivo no mundo que tenha só bons pensamentos, boas emoções e ações. Possuímos também no decorrer de nossa vida, momentos desagradáveis. Quando sentimos raiva, medo, tristeza e angústia por exemplo, precisamos dosar a intensidade deles para que não nos dominem. Um bom exercício mental é se perguntar “O quanto esse medo é real e imaginário?” ou “Quais evidências tenho nessa situação que preciso sentir essa raiva?”.

4º passo: Suba sua autoconfiança de nível. Algumas pessoas têm o costume de se auto sabotar. Achar que não são merecedores ou até que não são capazes de alcançar um sucesso, seja em qualquer aspecto da vida. Pensar que você não precisa de mais confiança em si mesmo é um tanto desafiador sobre seu autoconhecimento. Mas pensar que você sempre terá algo para aprimorar, te dá passagem de primeira classe no voo da sua linda história e isso não é motivo de vergonha e sim de orgulho e amor próprio.

5º passo: Não se diminua diante de uma pressão. Cobrança no trabalho, encontro marcado com alguma amiga, artigo para entregar com prazo, essas e outras situações tendem a deixar-nos tensos. À medida que essa tensão chega, de bagagem vem a dona Ansiedade querendo comandar tudo. Uma estratégia para se reequilibrar nesses momentos, é organizar-se. Faça uma lista dos afazeres daquele dia, seguindo um critério de prioridade para cada uma das tarefas.

6º passo: Não tenha vergonha de se comunicar. Como citei no passo nº 4, temos infelizmente uma mania injusta de achar que não conseguimos alguma coisa com sucesso e na maioria das vezes, nos comparamos com outras pessoas. Busque ser o mais claro possível, respeitando suas limitações, crenças e essências. Expresse o que precisa por você e se o outro demonstrar que não entendeu, respire fundo e tente novamente. As vezes isso tem mais relação com a disponibilidade do outro em querer estar nessa conversa do que você que acha que não sabe se expressar.

7º passo: Pratique a empatia. Pessoas que conquistam o sucesso, são empáticas. O sucesso sólido, sem avançar o próprio limite ou derrubar o castelo do outro. Esse é o de maior prazer na vida do ser humano. Um sucesso em paz, que só gera ganhos para si e ainda sobra tempo e espaço para o outro.  Pessoas se desenvolvem melhor vivendo em comunidade. Alí possuem várias cabeças pensantes e assim se gera um portfólio cheio de conhecimentos. Compartilhar o que se aprendeu, tirar dúvidas do que se ouviu, treinar com quem também precisa, além disso, quanto mais nos conhecemos, entendemos as emoções do outro. São formas inteligentes de aprimorar-se.

8º passo: Seja resiliente. Situações difíceis podem acontecer na vida de qualquer pessoa. A diferença é como cada um reage à elas. Existem indivíduos que procuram mecanismos para enfrentar e resolver. Já outros, preferem achar que foi falta de sorte ou até uma injustiça do acaso. Ser resiliente é buscar adaptar-se no meio desses acontecimentos conturbados, utilizando sua determinação e força interior para ultrapassar a barreira. Criar boas estratégias de voltar atrás para refletir onde foi o erro, seu ou do outro e, tentar fazer diferente, te faz uma pessoa resiliente, assim será possível visualizar o quanto você é  capaz de ter controle sobre diversas situações e nos eventos da vida.

9º passo: Crie “respostas” em vez de “reações”. Nosso cérebro é dividido por duas partes: hemisfério direito (responsável pelo emocional) e hemisfério esquerdo (responsável pelo racional). É comum ver nas pessoas o ato de impulsividade ao responder algo. Para se desenvolver uma Inteligência Emocional, é preciso ser mais racional, considerando mais o lado da razão do que do coração, como costumamos nos referir. Toda ação mal pensada, nos leva a danos que podem ser irreparáveis. Entendo que às vezes é muito complicado separar esses lados, mas se conseguirmos criar um treinamento de pensar mais antes de falar, a consequência será muito mais satisfatória e duradoura.

10º passo: Respeite e identifique seus limites. Não vá abraçar o mundo e depois ficar desesperado por não conseguir dar conta de alguma coisa que assumiu. Você também tem seu limite e não conseguir ser bom em algo, está tudo bem. Se cobre menos. Errar é normal. Busque refletir nessas falhas e aprimorá-las, seja no trabalho, em casa, com os filhos, companheiro (a) e principalmente, contigo mesmo. Buscar autoconhecimento é uma ótima maneira de entender o ponto de partida da sua limitação.

11º passo: Diga ‘NÃO’ mais vezes. Entenda: negar algo ou alguém não é ser negativo ou fraco. Muitas pessoas confundem isso e como foi dito acima, o autoconhecimento mais aflorado ajudará você a se descobrir e se aperfeiçoar. Dizer ‘sim’ para todos que te pedirem um favor não existindo espaço na sua agenda é o mesmo que se auto sacrificar por pessoas abusivas e projetos que você às vezes nem é citado. Busque orientação para aprender a classificar o que é de sua responsabilidade e como dizer ‘não’ sem sentir culpa. Isso vai alavancar sua saúde emocional.

12º passo: Invista em você. Já parou para analisar no que você investe mais no seu dia? Coisas ou pessoas? Você gasta mais energia adquirindo momentos ou colecionando algo material? O que te preenche? Passar tempo com pessoas agradáveis, com boas histórias e longas risadas ou publicando para si ou para pessoas verem tudo que você tem com o seu dinheiro? Como você usa a sua vida? O que falta para preencher-se mais? Ou do jeito que está já é de bom tamanho? Para todas essas perguntas não existe resposta certa. O que é bom para um não encaixa para o outro. E está tudo bem. Cada pessoa tem o direito de ter suas escolhas e investir seu tempo, dinheiro, presença, naquilo que lhe agrada. O que não é saudável é se tornar esponja de outras pessoas e não dar importância aos seus dias, que não voltam mais. É só essa chance. E aí? O que você tem feito de bom por você hoje? E pelo outro? Avalie para qual lado está priorizando mais e veja se este é o caminho certo.

Pois bem. Esse texto é um resumo breve de como desenvolver sua Inteligência Emocional, mas claro que existem várias técnicas para que seja de maneira mais branda e com a mesma eficácia. 

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Caso precise saber mais e queira se desenvolver melhor, atribuindo traços significativos de uma personalidade de sucesso, procure um profissional de Psicologia e invista em você. Com certeza, valerá a pena.

Por Karime Pinto Rocha Marconcini