SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado

Já parou para pensar que a maioria das pessoas hoje estão atropelando as palavras ao se comunicar? E as vezes que alguém pede informação e o outro não consegue se organizar mentalmente para responder? E quando isso geram sinais de ansiedade, por falta de controle ao se expressar?

Alguma vez aconteceu de você ir dormir e ao levantar não sentir que descansou? E quando bate àquela insônia por causa de tantos pensamentos que não param de surgir em sua cabeça? Essas e outras manifestações, podem ser sintomas de Pensamento Acelerado.
A Síndrome do Pensamento Acelerado caracteriza-se por dificuldade do indivíduo em relaxar a mente, se acalmar e organizar os pensamentos. Além disso, pessoas com essa síndrome tende a serem agitadas, com baixo nível de criatividade e de tolerância. O Transtorno de Ansiedade está totalmente ligado a uma mente Hiperpensante. Descoberta atualmente por Augusto Cury, a SPA pode ser confundida com o Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) por seus sintomas serem parecidos, mesmo as causas sendo diferentes.

A Hiperatividade possui causas genéticas, já o Pensamento Acelerado, ausência na organização das idéias mentais. Conheça abaixo um pouco mais sobre:

SINTOMAS
Uma criança com essa síndrome demonstra dificuldade de expressão, concentração e falha na memória. Mostra-se sempre irritada e com cansaço extremo. A Ansiedade como dita acima, o acompanha. Inquietação e intolerância também, além de se questionar com frequência de dor de cabeça, muscular e manifestações de problema de pele. Nos dias de hoje, as crianças e os jovens estão muito expostos as diversas informações através do mundo tecnológico, garantindo uma sobrecarga emocional e também sintomas como exaustão, fadiga, além de sensação de incapacidade de armazenar tudo que recebe.

CAUSA
Vivemos em um mundo moderno que impõe excessos. No caso das crianças, a quantidade ilimitada de brinquedos, as horas durante a semana sempre com alguma atividade a fazer, os estímulos se tornando cada vez mais viciantes como uso de celular, tablet e computador, a pressa em querer receber alguma informação e a ansiedade devido à pressão escolar, são exemplos de quem sofre com essa síndrome. Com isso, o indivíduo inicia um processo de condicionamento cerebral em agir daquela maneira, de forma impaciente e estressante. Como consequência, o cérebro fica esgotado, fazendo com que perca o desenvolver de outras funções como reflexão, empatia, criatividade, paciência, foco e organização.

TRATAMENTO

A Psicologia ajuda na organização desses pensamentos, fazendo com que estes foquem apenas no que é essencial e diminua o ritmo acelerado de estímulos de informações em sua mente.
No início pode parecer difícil, mas somos seres em constante mudança e quando o proposto é algo para melhorarmos nossa qualidade de vida, nosso corpo e mente sentem-se estimulados o suficiente para seguir esse caminho.
A Terapia Cognitivo Comportamental trabalha diretamente no pensamento, comportamento, sentimento e situações problemas, que geram os sintomas no indivíduo. Identificados os sinais, o terapeuta orienta o paciente de como desacelerar e inicia um planejamento individualizado.

É importante que uma avaliação seja feita para que o acompanhamento e tratamento sejam eficazes e bem sucedidos.

O sentimento de ansiedade confunde muito a mente ao criar um ciclo vicioso de pensamento de suposições que muitas vezes são fantasiosas. O profissional ensinará a identificar esses pensamentos, baseando nas evidências desse indivíduo, para após sua compreensão, substituir em idéias reais para desenvolver o equilíbrio mental de forma saudável.
Além disso e de grande valia, estimular a prática de exercícios físicos, de atividades lúdicas como pintura, desenho, leitura, ter contato com a natureza, ouvir música, tocar algum instrumento e criar uma rotina do sono, terá como consequência o início da construção de mais clareza no entendimento das informações, calma ao se organizar, motivação ao ver os resultados dos planejamentos e a sensação de se sentir suficientemente capacitado.

Procure orientação especializada caso precise. Todo incômodo mental por menor que seja, pode trazer grandes prejuízos.

Não rotule o sofrimento do outro.

Por Karime Marconcini

Inteligência Emocional: você tem?

Boa parte da população desconhece como identificar seus sentimentos e pensamentos, deixando-os apenas surgir e a partir deles, se comportando como estão acostumados. Algumas pessoas se decepcionam se arrependendo de uma ação, outras não se importam tanto, mas todos têm o mesmo objetivo: ter sucesso. 

Seja sucesso na sua habilidade social, no seu comportamento e até na imagem que transmite para outras pessoas. Esse é o desejo comum de todos os seres humanos e é pra desenvolver isso, que irei dar sugestões de como poderá prosseguir.

Nossa mente é um universo diverso e milhares de informações passam por ali diariamente, segundo a segundo. Acessá-la é um tanto quanto delicada, mas não impossível. Nela existem bloqueios emocionais, crenças desde à infância, valores pessoais, críticas impostas, desejos de todos os tipos, impulsos, manejos de atenção, a lógica, memória, intuição, formatos de resolução de problemas, emoções e alguns processos inconscientes.

Falando em processos, nada mais justo dizer que somos compostos por mudanças constantes e que isso depende de um certo tempo. Tem pessoas que mudam facilmente para se direcionar ao seu objetivo, mas outras nem tanto. E tudo bem! Nem sempre o que desenvolve mais rápido é o melhor ou o que será mais bem sucedido. Cada indivíduo tem sua limitação e forma de enxergar o mundo. Comparações sim é a forma mais veloz de atrasar uma boa desenvoltura. Então, pode parar!

Sucesso pessoal, profissional, social, quem não quer? Saber se comunicar com clareza, alcançar metas no trabalho com excelência e atrair pessoas agradáveis para seu ciclo de amizade, eliminando espaço para confusões verbais, queda de produção e pessoas tóxicas, dizem que é como viver no paraíso!

Então vamos lá.. como posso ter mais controle dos meus sentimentos, pensamentos e claro, minhas ações?

1º passo: Se policie. Isso mesmo! Comece a reparar seu comportamento independente de a situação ser boa ou ruim. Faça uma análise própria, de como se sentiu, como reagiu e o que obteve de aprendizado da situação. Veja o exemplo abaixo:

Situação Sentimento Ação Aprendizado
Falaram que fui injusta. Raiva. Questionar com a pessoa o julgamento dela. As vezes é melhor eu repensar quando repetir esse comportamento ou aceitar que tem pessoas que não pensam iguais a mim e tudo bem. Não vale a pena gastar energia com elas.

2º passo: Segure as rédeas de suas emoções. Comece a filtrar tudo que emite. Algumas pessoas são mais eufóricas, outras mais calmas, mas em uma situação conflituosa, ambas tendem a ser impulsivas e às vezes, inconsequentes. Tentar manter a calma é uma boa estratégia. Assim ensinará para o seu cérebro o quanto é importante pensar antes de falar. Alguns exercícios como da Prática da Respiração, Caminhada, Meditação, entre outros, ajudam a estabelecer esse controle e melhor, sempre ativo.

3º passo: Regularize suas emoções negativas. Não existe nenhum ser vivo no mundo que tenha só bons pensamentos, boas emoções e ações. Possuímos também no decorrer de nossa vida, momentos desagradáveis. Quando sentimos raiva, medo, tristeza e angústia por exemplo, precisamos dosar a intensidade deles para que não nos dominem. Um bom exercício mental é se perguntar “O quanto esse medo é real e imaginário?” ou “Quais evidências tenho nessa situação que preciso sentir essa raiva?”.

4º passo: Suba sua autoconfiança de nível. Algumas pessoas têm o costume de se auto sabotar. Achar que não são merecedores ou até que não são capazes de alcançar um sucesso, seja em qualquer aspecto da vida. Pensar que você não precisa de mais confiança em si mesmo é um tanto desafiador sobre seu autoconhecimento. Mas pensar que você sempre terá algo para aprimorar, te dá passagem de primeira classe no voo da sua linda história e isso não é motivo de vergonha e sim de orgulho e amor próprio.

5º passo: Não se diminua diante de uma pressão. Cobrança no trabalho, encontro marcado com alguma amiga, artigo para entregar com prazo, essas e outras situações tendem a deixar-nos tensos. À medida que essa tensão chega, de bagagem vem a dona Ansiedade querendo comandar tudo. Uma estratégia para se reequilibrar nesses momentos, é organizar-se. Faça uma lista dos afazeres daquele dia, seguindo um critério de prioridade para cada uma das tarefas.

6º passo: Não tenha vergonha de se comunicar. Como citei no passo nº 4, temos infelizmente uma mania injusta de achar que não conseguimos alguma coisa com sucesso e na maioria das vezes, nos comparamos com outras pessoas. Busque ser o mais claro possível, respeitando suas limitações, crenças e essências. Expresse o que precisa por você e se o outro demonstrar que não entendeu, respire fundo e tente novamente. As vezes isso tem mais relação com a disponibilidade do outro em querer estar nessa conversa do que você que acha que não sabe se expressar.

7º passo: Pratique a empatia. Pessoas que conquistam o sucesso, são empáticas. O sucesso sólido, sem avançar o próprio limite ou derrubar o castelo do outro. Esse é o de maior prazer na vida do ser humano. Um sucesso em paz, que só gera ganhos para si e ainda sobra tempo e espaço para o outro.  Pessoas se desenvolvem melhor vivendo em comunidade. Alí possuem várias cabeças pensantes e assim se gera um portfólio cheio de conhecimentos. Compartilhar o que se aprendeu, tirar dúvidas do que se ouviu, treinar com quem também precisa, além disso, quanto mais nos conhecemos, entendemos as emoções do outro. São formas inteligentes de aprimorar-se.

8º passo: Seja resiliente. Situações difíceis podem acontecer na vida de qualquer pessoa. A diferença é como cada um reage à elas. Existem indivíduos que procuram mecanismos para enfrentar e resolver. Já outros, preferem achar que foi falta de sorte ou até uma injustiça do acaso. Ser resiliente é buscar adaptar-se no meio desses acontecimentos conturbados, utilizando sua determinação e força interior para ultrapassar a barreira. Criar boas estratégias de voltar atrás para refletir onde foi o erro, seu ou do outro e, tentar fazer diferente, te faz uma pessoa resiliente, assim será possível visualizar o quanto você é  capaz de ter controle sobre diversas situações e nos eventos da vida.

9º passo: Crie “respostas” em vez de “reações”. Nosso cérebro é dividido por duas partes: hemisfério direito (responsável pelo emocional) e hemisfério esquerdo (responsável pelo racional). É comum ver nas pessoas o ato de impulsividade ao responder algo. Para se desenvolver uma Inteligência Emocional, é preciso ser mais racional, considerando mais o lado da razão do que do coração, como costumamos nos referir. Toda ação mal pensada, nos leva a danos que podem ser irreparáveis. Entendo que às vezes é muito complicado separar esses lados, mas se conseguirmos criar um treinamento de pensar mais antes de falar, a consequência será muito mais satisfatória e duradoura.

10º passo: Respeite e identifique seus limites. Não vá abraçar o mundo e depois ficar desesperado por não conseguir dar conta de alguma coisa que assumiu. Você também tem seu limite e não conseguir ser bom em algo, está tudo bem. Se cobre menos. Errar é normal. Busque refletir nessas falhas e aprimorá-las, seja no trabalho, em casa, com os filhos, companheiro (a) e principalmente, contigo mesmo. Buscar autoconhecimento é uma ótima maneira de entender o ponto de partida da sua limitação.

11º passo: Diga ‘NÃO’ mais vezes. Entenda: negar algo ou alguém não é ser negativo ou fraco. Muitas pessoas confundem isso e como foi dito acima, o autoconhecimento mais aflorado ajudará você a se descobrir e se aperfeiçoar. Dizer ‘sim’ para todos que te pedirem um favor não existindo espaço na sua agenda é o mesmo que se auto sacrificar por pessoas abusivas e projetos que você às vezes nem é citado. Busque orientação para aprender a classificar o que é de sua responsabilidade e como dizer ‘não’ sem sentir culpa. Isso vai alavancar sua saúde emocional.

12º passo: Invista em você. Já parou para analisar no que você investe mais no seu dia? Coisas ou pessoas? Você gasta mais energia adquirindo momentos ou colecionando algo material? O que te preenche? Passar tempo com pessoas agradáveis, com boas histórias e longas risadas ou publicando para si ou para pessoas verem tudo que você tem com o seu dinheiro? Como você usa a sua vida? O que falta para preencher-se mais? Ou do jeito que está já é de bom tamanho? Para todas essas perguntas não existe resposta certa. O que é bom para um não encaixa para o outro. E está tudo bem. Cada pessoa tem o direito de ter suas escolhas e investir seu tempo, dinheiro, presença, naquilo que lhe agrada. O que não é saudável é se tornar esponja de outras pessoas e não dar importância aos seus dias, que não voltam mais. É só essa chance. E aí? O que você tem feito de bom por você hoje? E pelo outro? Avalie para qual lado está priorizando mais e veja se este é o caminho certo.

Pois bem. Esse texto é um resumo breve de como desenvolver sua Inteligência Emocional, mas claro que existem várias técnicas para que seja de maneira mais branda e com a mesma eficácia. 

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Caso precise saber mais e queira se desenvolver melhor, atribuindo traços significativos de uma personalidade de sucesso, procure um profissional de Psicologia e invista em você. Com certeza, valerá a pena.

Por Karime Pinto Rocha Marconcini

A Vida Conjugal na Pandemia

Casal Apaixonado Com Uma Linha Contínua De Desenho Ilustração Vetorial, Linear, Linha Contínua, Valentine Imagem PNG e Vetor Para Download GratuitoOs primeiros casos do novo Coronavírus foram descobertos no mês de Março de 2019. A partir dessa data o mundo todo se isolou. Cada um com uma manifestação de cuidado, apoio e esperança, mesmo que a distância. Um vírus cruel e devastador. Tirou e ainda tira não só vidas, mas o sustento das pessoas, a educação das crianças e a união entre os casais. Uma mistura de sofrimento, desespero e dor, gerado por algo que não vemos, mas que pela insegurança, hoje nos controla. De um tempo pra cá, pesquisas foram feitas e com a chegada da vacina, a esperança que para muitos não havia, voltou. Sentimentos, pensamentos e emoções à flor da pele. Relações evitadas, contato só pela tela do celular. Tristeza, raiva, pouca paciência e muitas vezes, de conhecimento, fez nas pessoas uma mudança radical de comportamento.

Várias classificações de relação à dois foram desfeitas. O dia a dia de alguns casais por exemplo, era de contato mínimo. Se viam ao acordar e ao adormecer. Parar para conversar? Deixa isso para o final de semana! Se der tempo. O esposo correndo para o trabalho, a esposa também. O filho ficando na escola e achava-se que estava tudo bem. Mas ser casal vai muito além disso.
Denominamos casal àquele que se faz presente no sentimento da outra pessoa e vise versa. É ser parceiro, dividir e construir sonhos juntos, idealizar um futuro grandioso cheio de amor e felicidade. É ir em busca disso juntos. Não é ausência de problemas, idéias contrárias ou até mesmo nunca haver brigas. É comum essas vivências, aliás são duas pessoas construindo uma vida com base em criações e valores que muitas das vezes, bem diferenciados. Porém, o ideal seria em vez de desistir, enfrentar com parceria. Talvez, na vida de casal, o pior arrependimento pode ser o de não passar mais tempo juntos.

Existe uma pergunta simples que fazemos com os casais que buscam terapia hoje que é: “O que o fez se apaixonar por ele (a)?” Hoje, infelizmente, a maioria que busca orientação profissional com Psicólogos, um ou outro, não sabe responder. E se perguntamos: “Desde quando vocês estão com dificuldade de relacionamento?” A resposta é idêntica: “Desde o início da Pandemia.”

Já parou para pensar que a falta do diálogo de antes, do dia corrido, de quando não havia-se tanto home-office, o tanto que era importante e insubstituível? Era fundamental nesses dias também, quando nem sonhávamos que pudesse haver Pandemia, mas as pessoas infelizmente davam prioridades para outras coisas. Ter vida à dois só aos fins de semana, entre uma viagem e outra, no meio de amigos em uma festa e até rodeado da família diante de uma confraternização, é fácil demais. Ter vida à dois, sozinhos, sem depositar expectativa de felicidade no outro, aprendendo ser flexível, a perdoar, a rir de coisas comuns e até das incomuns, de traçar planos, manter uma liberdade de expressão de comunicação, é totalmente diferente. Ruim? Difícil? Não. Maravilhoso!

Mas, é possível manter uma relação de harmonia quase todos os dias?
Entenda. Cada pessoa é única e consigo, um temperamento, valores e crenças diferentes. Isso é normal e muito saudável. As diferenças não afastam. Fortalecem. Traços que alguém se julga como ruins, podem ser aperfeiçoados e outros que classifica como bons, aprimorados. Primeiro por si e depois pelo outro. Ninguém consegue passar amor sem antes se amar. A harmonia entre o casal nada mais é do que uma relação sem pendências. Os conflitos aparecem e são resolvidos. Ter uma conversa aberta com quem está na relação com você é o segredo de tudo. As preocupações existem, as mágoas também. Mas o casal que se ama de verdade constrói antes uma relação de amizade, companheirismo e sinceridade. A partir daí, a base se constrói e o que vier de obstáculo, enfrentarão e vencerão.

E quanto a rotina diária? É impossível não ter cansaço e sorriso frouxo todos os dias.
Isso é verdade. Saber respeitar o espaço do outro também é um ponto muito importante. O respeito vem junto do amor, o que juntos, fortalece a união. Mas veja abaixo algumas dicas para uma quebra de rotina:

• Selecione junto do seu/sua parceiro (a) um dia da semana, entre segunda-feira e quinta-feira, para um momento à dois. Pode ser um jantarzinho em casa mesmo, uma ida a um restaurante, um filme ou apenas a bebida preferida do casal com uma boa música. Esse é o momento de vocês. Para quem tem filhos, a rotina da hora do soninho é muito importante para conseguirem um tempinho para investir no relacionamento;

E também para esse mesmo dia determinado por vocês, experimentem algumas ações:

• Planejem juntos as férias em família e as férias do casal, mesmo que seja só um fim de semana. É importante a relação com os filhos sim, mas não podem deixar esfriar o amor que existia antes da família crescer;
• Conversem sobre tudo! Tirem um dia para serem parceiros. Sem julgamentos, apenas acolhimento e orientação. Algumas pessoas acham que o (a) esposo (a) não é amigo e isso faz você não compartilhar tudo que precisa, destinando essas informações, capítulos da sua vida, a um (a) conhecido (a) de fora, por exemplo;
• Mantenha suas amizades pessoais. Casar ou namorar não é se isolar do mundo e viver apenas em função dessa escolha. Compartilhem algumas amizades.
• Se dêem carinho de graça, sem ter datas comemorativas ou sem o outro pedir. Dar atenção a mais, um beijo, um abraço ou uma roupa bonita apenas em datas fixas, anuais, acaba não sendo agrados inesperados e essas surpresas que são de grande emoção;
• Desfrutem de coisas simples. Não façam cálculos em cada detalhe. Cobre menos. Valorizem as prioridades;
• Sejam flexíveis, verdadeiros e leais às suas promessas;
• Invistam nos momentos íntimos do casal. Isso não deve ser pensado que é para manter casamento, pois não funciona. Isso é um selo de amor entre duas pessoas e super saudável.
• Compartilhem seus sonhos e metas um com o outro. Não existe sonho infantil. Tudo que fará diferença na nossa vida para melhor, vale a pena correr atrás.
• Sejam exemplos para seus filhos. Isso também motiva o casal a querer investir mais em sua união.
• Se acolham, se consolem, se abracem. Não julgue. Um gesto de carinho em alguns momentos vale mais do que palavras;
• Não deposite sua felicidade em alguém. A pessoa que você escolheu para viver está contigo para somar e não para ser responsável pela sua total alegria de viver;
• Busquem qualidade de vida para vocês em geral.
• Sejam empáticos a todo momento. Se colocar no lugar do outro é fundamental.
• Pratiquem a conquista. Tudo do zero? Sim! Àquela do início de tudo. Se declarem mais!
• Falem sobre qualquer assunto. Como foi o dia ou algo que achem interessante;
• Reconheçam o seus erros. Por mais que ele ou ela tenham dificuldade. Tentem, se esforcem. Peçam desculpas.

Caso façamos tudo e ainda assim não tenha surtido efeito. Como resgatar minha relação?
Existem vários meios para conseguir reaproximar um casal que quer tentar mais uma vez. Mas o primeiro passo para que dê certo é reconhecer que precisam de orientação, deixar de lado o orgulho e não ficarem se culpando de algo. Após isso, a próxima direção é buscar atendimento para Acompanhamento Psicológico com algum que faça Terapia de Casal. Por fim, para que dê certo, ambos terão que se comprometer de fazer o seu melhor, em prol do amor que não foi embora, apenas adormeceu.

Antes de terminar o nosso tema dessa semana, faça uma reflexão: “O quanto damos prioridade ao nosso relacionamento? E quando foi a última vez que investimos no nosso amor e união?”

E como diz nosso querido cantor Lulu Santos, “(…) consideremos justa, toda forma de amor.”

Síndrome do Impostor na Adolescência

A adolescência é um período desafiador, tanto para quem vive, quanto para os pais/responsáveis. E não pára por aí. Os descobrimentos que surgem fazem com que esses jovens vivenciem momentos que muitas vezes geram dúvidas sobre seu autoconhecimento em geral, pensamentos e sentimentos. Essa fase é marcada pelo período do amadurecimento, onde aspectos físicos e mentais se transformam, entrando assim na vida adulta. Uma mistura de sensações e comportamentos que em alguns momentos geram aprendizados e em outros, decepções.

Atualmente, muitas famílias relatam seus esforços na relação com os filhos, mas também expõem dificuldade de interação, sentindo medo de perder a conexão e o laço de confiança que criaram desde o período da infância. Isso pode ser resultado de jovens com dificuldade de se relacionar, comunicar o que pensam, expressar o que sentem e principalmente, de reconhecer o seu lugar na família, no mundo e para si.

A Síndrome do Impostor vem afetando pré-adolescentes (10 anos a 14 anos) e adolescentes (15 anos a 19 anos completos) com mais velocidade nos últimos 3 anos, com causas variadas, como questões sociais, criação familiar, origens econômicas e experiências vividas, causando um trauma marcado pela pressão, tensão e insegurança.

Mas, o que caracteriza essa síndrome?

As pessoas que possuem essa síndrome tem uma facilidade de se diminuir, colocando-se incapaz de realizar algo que gere destaque e de ter algum tipo de merecimento, sendo assim sua prática de autossabotagem ganha mais força. Com isso, ele mesmo cria um falso mundo em sua mente de que é insuficiente ou incompetente. Muitos jovens e até adultos descrevem-se de forma negativa, o que neles geram sentimento de angústia, medo e cada vez mais sentimento de não merecer recompensas ou parabenizações. Tudo o que fazem de bom, para eles, não passa de sorte do universo.

A Síndrome está associada ao perfeccionismo, que nada mais é do que um comportamento de querer fazer tudo perfeito, não permitindo errar e com baixa tolerância ao erro do outro. Essas pessoas possuem um alto nível de cobrança e quando suas expectativas não são alcançadas, gera frustração.

Quais são os principais sinais da Síndrome do Impostor nos Adolescentes?

  1. Gerar destaque no meio de vários outros adolescentes, principalmente do grupo que estão inseridos, como escola, é um desafio. Com isso, um sinal importante e bem característico é o de acreditar ser necessário se esforçar demais, de forma exagerada, afim de justificar seu bom desempenho. Uma nota boa que é tirada na prova, por mais que tenha tido disciplina nos estudos, é para ele, uma mera coincidência.

  2. A autossabotagem também não fica atrás. Dificultar ou se prejudicar em uma tarefa, para eles, ocasiona desmotivação nas outras pessoas em querer julgá-lo.

  3. O ato de procrastinar atividades é bastante repetitivo, uma vez que o sentimento de insegurança é ativado. Deixar os compromissos, como trabalho em grupo da escola, para a última hora, na cabeça de alguns jovens, pode ser uma forma de fuga. Não que sejam incapazes de realizar tal tarefa, mas sim de ter medo da opinião do outro sobre algo que fez.

  4. Já o medo de se expor, que não deixa de estar associado ao sinal anterior, é identificado por aquela pessoa que não gosta de ser escolhida para apresentar um trabalho na frente da turma. Claro que esse comportamento não é exclusivo da síndrome, mas esse indivíduo específico com certeza fez o trabalho completo, mesmo existindo outros colegas no grupo, mas foge dessa responsabilidade. Na maioria das vezes, existe até um combinado de direcionamento de tarefas: esse faz tudo para tirar a melhor nota para si e para os amigos e os demais, fazem a apresentação. A dificuldade de receber aplausos e elogios os faz querer evitar esse tipo de vivência. O medo de ser avaliado ou criticado fala mais alto, gerando a ação de válvula de escape.

  5. Se comparar aos outros é um vício entre os jovens, que na maioria das vezes, acabam levando consigo essa ação desnecessária, para a vida adulta, no qual gera angústia, sentimentos de insuficiência e não se ver pertencendo a algum grupo. Fazer um joguinho mental consigo mesmo, classificando-se como melhor ou pior do que alguém em algo, gera tristeza profunda, podendo desenvolver problemas relacionada a Depressão. E mesmo obtendo evidências do quanto se é inteligente, por exemplo, nunca será o bastante em relação aos outros.

  6. Ser carismático com todos, querer sempre agradar e ser destaque nisso é uma característica bastante relevante. Essa formas são apenas para conseguir aprovação do outro e farão isso até em situações humilhantes se for necessário. Pessoas assim se cobram muito, portando na maioria dos casos, portam ansiedade e devido o medo de ser desmascarados ou substituídos, estresse, ainda na fase da adolescência.

  7. Ter o pensamento repetitivo de “Será que sou uma fraude?”, “Será que eu mereço mesmo?” ou “Será que sou bom o suficiente?”. Quem pensa assim de si, está apenas

    buscando meios de se isolar para não ter que se deparar com alguém que vá o interrogar de algo. Mesmo os adolescentes que gostam de se socializar, quando o assunto lhe torna o centro das atenções, a tendência é mentir sobre algo para conseguir desaparecer naquele momento.

Quais seriam os pensamentos mais adequados para quem sofre disso?

  1. Preciso aceitar os elogios que estão me fazendo. Existem pessoas verdadeiras no mundo.

  2. Sou merecedor de estar onde cheguei. Não sei de tudo, mas com meu esforço consegui.

  3. Sei como ter sucesso nas minhas provas. Irei compartilhar isso com alguém.

  4. Vou tirar um dia para fazer algo que eu goste. Só estudar o dia todo para ser o melhor é exaustivo. Não preciso acertar sempre. Cada dia de uma vez.

  5. Qualquer ser humano possui competências e fragilidades. Não preciso ficar me comparando. Posso me aperfeiçoar sempre que errar em algo, apenas para o meu crescimento.

  6. Todo meu esforço e organização não podem ser em vão. Preciso me valorizar mais sem preocupar com a opinião do outro. Ninguém é perfeito mesmo!

Como tratar?

Síndromes são manifestações de vários sinais e sintomas, que se misturam, formando no indivíduo diferentes tipos de reações. Denominamos algo como Síndrome quando a doença em si não foi concluída ou possui outros fatores relevantes para investigar. Quadros assim, precisam ser avaliados por profissionais da área da saúde, sem outra alternativa. Pode ser tratado e se recente, desconstruído os sintomas com mais facilidade, gerando assim para o paciente, melhor qualidade de vida.

Nesta síndrome específica, o recomendável é procurar um profissional da área da Psicologia e da Psiquiatria, para juntos traçar o melhor tratamento, de forma única e de acordo com o perfil daquele indivíduo.

Qual é a abordagem mais indicada na Psicologia para esse acompanhamento?

A Terapia Cognitivo Comportamental, mais conhecida como a TCC, é repleta de técnicas que dão clareza para o profissional na identificação da crença central do indivíduo, fazendo assim entender a verdadeira raiz de sua demanda e direcionando o tratamento de forma mais precisa.

Psicologia Positiva: uma nova abordagem para a educação dos filhos.

A Educação Infantil é uma responsabilidade gigantesca que deve se levar sempre em conta os aspectos culturais, sociais e pessoais de cada indivíduo. Cada pessoa é única e é isso que a torna tão especial. Não se restringe apenas em ensinar a ler e a escrever, muito além disso, pais, mães e cuidadores têm o dever de ensinar suas crianças a viverem em sociedade. Talvez essa seja a tarefa mais difícil do mundo, mas com certeza, a mais recompensadora.

A Psicologia Positiva por sua vez vem para agregar nessa fase que para muitos pais, é desafiadora. Diferente de outras abordagens, não mais importantes, esse método se coloca contra qualquer prática adotada na educação que se relaciona a ações que geram punições e chantagens emocionais, uma vez que comprova um aperfeiçoamento de autonomia, autoestima e autoconfiança no indivíduo sem necessidade de tais ações negativas, de cunho ameaçadoras.

Por qual motivo devo acreditar que o castigo não funciona?

Já parou para analisar como é o comportamento da criança quando recebe uma punição por seus atos, que muitas vezes, imaturos? Uma criança que tem algum tipo de comportamento que os pais julgam como errado, recebem automaticamente em vez de acolhimento, uma grande bronca. A partir desse primeiro momento, sua visão de ser insuficiente para seu cuidador ativa. Após isso, o responsável coloca o filho no chamado “cantinho do castigo”, onde as ordens são pensar no que fez, o porque que fez e ficar ali parado os minutos correspondente à sua idade, apenas, segundo muitos, para refletir. Agora se coloque no lugar desse pequeno ser, que ainda está descobrindo os comportamentos de certo ou errado, aprendendo o que sente, o que pensa e como expressar isso, para alcançar melhor compreensão. Como você se sentiria?

A criança que é colocada no denominado castigo, constrói dentro de si medo, baixa autoestima, dificuldade de se comunicar, de acreditar em si mesmo, vergonha, dúvidas, traumas, culpa e ao contrário do que muitos acreditam, não educa. A partir disso, pode-se desenvolver transtornos, fobias, déficit’s e diferentes outros problemas/doenças mentais, iniciando-se até na fase da primeira infância, podendo acarretar para a vida adulta.

O que é a Psicologia Positiva?

A Psicologia Positiva vem para somar na educação como um todo para qualquer indivíduo, proporcionando melhor qualidade de vida em todos os aspectos e principalmente na saúde emocional das pessoas. Ela aposta no amor, na boa relação, na prática da empatia, do diálogo e de alternativas mais construtivas com foco no aprimoramento do comportamento humano, além de agir diretamente nos aspectos socioemocionais do indivíduo, gerando ganhos em sua área cognitiva.

O castigo que foi citado acima, quebra o vínculo da criança com seu cuidador. As crianças precisam de afeto, de pessoas que as escutem e de instrução. Ameaça gera medo. Amor gera compreensão.

A criança que foi punida no exemplo anterior, ao ficar parada no cantinho assombrado da punição, não consegue fazer uma reflexão do seu ato por não ter tido um acolhimento, instrução e com certeza, uma mistura de sensações inexplicáveis de angústia e dor. O choro não é por ter sido impedido de fazer o que estava antes, mas sim por ouvir dos pais um grito ofensivo em vez de uma correção adequada.

Como faço então para aplicar a prática da Psicologia Positiva na educação da criança?

  1. Invista no diálogo sempre. Esse é um dos instrumentos mais valiosos que existem e de graça! Uma família que se comunica bem, interage de forma respeitosa e descontraída, tem só a ganhar. Claro que não acontece dessa forma todos os dias, mas o que importa é tentar e focar no ganho desse esforço.

  2. Praticar habilidades que demonstrem compaixão é um ótimo passo para o início de tudo. Afinal, quem não sente gratidão por tudo que tem sendo bom para si e para o outro?!

  3. Busque estimular a criança sempre que fizer algo que demonstre talento e dificuldade também. A aposta dos pais e cuidadores vale muito para eles e isso lhes garante que é possível tudo que quiserem e vierem a precisar. O estímulo também leva à reflexão, desenvolve autonomia e bons valores.

  4. Em vez de um castigo, instrua a pensar sobre as consequências de suas ações, para poder ter compreensão do que é bom para si ou não, o que irá contribuir para sua independência.

  5. Seja exemplo do seu filho! Busque não realizar práticas como mentir, procrastinar, não cumprir com combinados e querer premiar um bom comportamento, pois assim irá passar para ele de forma errada, a importância da boa ação.

  6. Toda criança precisa ter o mínimo de entendimento de que regras e limitações precisam ser atendidas. Invista nisso. Seja firme. Na Psicologia Positiva, falamos muito de criação com amor. Entenda, firme não é ser grosso. Firme é ser direto e seguro. E isso funciona muito bem quando o diálogo é bem estabelecido no lar. Isso irá agregar para seu filho, em se tornar uma pessoa que não tem dificuldades nas resoluções de problemas.

  7. Não ceda ao choro. Acolha, explique com calma a importância do que está falando e lhe faça pergunta sobre o mesmo assunto a fim de dar oportunidade a ele de se expressar e entender que as frustrações acontecem com todas as pessoas no mundo, desenvolvendo em si mais confiança e automaticamente, trocará a birra pelo diálogo ao querer algo.

  8. Demonstre estratégias simples de conseguir alcançar um objetivo. Os obstáculos existem e o medo de tudo que é novo também, mas se essas mentes incríveis fossem encorajadas a pensar com mais calma em uma boa solução, o mundo iria ter menos pessoas impulsivas e depressivas.

  9. Tente não rotular seu filho. Não diga que ele é um menino ruim. Diga que sua ação não foi uma boa escolha e o ajude a pensar sobre isso. O poder da persistência na mente infantil é muito significante, fazendo com que ela não sinta-se pequena demais para conseguir alcançar alguma expectativa.

  10. Pratique o perdão. Educar é muito difícil, mas com um passo de cada vez, você com dedicação e certeza irá conseguir. Falar “eu estou muito zangada com você e só vou falar novamente com você quando aprender que não pode fazer mais isso”, faz gerar um medo terrível de magoar quem ele teve a primeira representação de amor na vida. Faça diferente, substitua por: “eu estou chateada com o que você fez, mas te desculpo e vou te ajudar a entender o motivo que leva a sua ação a ser errada”. Assim você faz com que ele não desenvolva estresse e consiga coordenar seus pensamentos e sentimentos, criando o equilíbrio emocional.

Por fim, e se eu tentar de tudo e não conseguir mudar minha forma de educar? Vai ser o fim para meu filho e minha família?

Não! Se acalme. Existem vários estudos que poderá buscar aos poucos para aperfeiçoar essa conduta sua de responsável/cuidador. O primeiro passo você está dando, que é querer melhorar seu relacionamento com seu filho e ter um conhecimento mais amplo no assunto, que foi quando veio até aqui ler tudo isso. O segundo, não mais importante, você também está se empenhando, que é sentir em você a necessidade de moldar algo em si ou no seu filho ou até mesmo em alguém próximo, para uma melhor qualidade de vida e/ou boa saúde mental. Parabéns! Não se culpe quando não der certo. Não se cobre de conseguir tudo sempre e todos os dias fazer o sol sorrir. Faça o seu melhor, um pouquinho de cada vez e se não for o bastante, procure profissionais de Psicologia que possam te orientar. Com certeza será um caminho leve e com grandes recompensas a colher em um futuro não muito distante.

A falha nem sempre é um erro; pode ser simplesmente a melhor coisa que alguém possa fazer em certas circunstâncias. O verdadeiro erro é parar de tentar.” (Burrhus Frederic Skinner)

Por Karime Marconcini

Luto X Tristeza: uma breve explicação

Vamos começar falando o que exatamente é um Luto.

Luto nada mais é do que um estado emocional que nos encaixamos quando estamos com nível alto de tristeza, seja por uma perda de alguém querido, de um trabalho dos sonhos, de uma companhia boa e até mesmo de um bem material de muito valor. Nessa fase, a pessoa pode apresentar sintomas psíquicos como humor deprimido, choro incontrolável, evitamento social e outros sintomas sintomáticos semelhantes aos da depressão.

É super normal sentir-se para baixo quando está em uma situação como essas citadas acima como exemplo, mas caracteriza-se como Luto aquele sentimento que para muitos “aperta o coração” e que te desestabiliza diante da vida.

Mas para ficar mais claro, quais são os sinais desse estado mental? Existe como diferenciar Tristeza do Luto?

A resposta é sim. Tristeza é um sentimento normal do seu humano, que dura apenas dias, não altera o sono, o apetite e nem provoca sintomas, não prejudica o desempenho no trabalho e nem as relações interpessoais.

Para ambos existe acompanhamento psicológico. Para o sentimento de Tristeza, uma boa orientação e escuta de um profissional qualificado aliviaria o sintoma. Já para o sentimento de Luto, é necessário o mesmo, porém acrescentando não só uma orientação breve, mas o início de um tratamento de médio ou longo prazo, dependendo muito do retorno do paciente.

No Luto existem 5 estágios, que são: Negação, Raiva, Negociação, Depressão e por fim, Aceitação. Sobre estes, falaremos em outro post.

Respeite seus sentimentos. Permita-se senti-los. Nunca ache que é pequeno algo que sinta. Busque orientação caso precise. Cuide-se. Ame-se.

 

Ansiedade na Pandemia de Covid-19

Apesar da Ansiedade ser uma manifestação natural do nosso corpo, as vezes ela pode ser provocada por situações do atual presente. Diante do novo Coronavírus (Covid-19), aprender a lidar com seus sintomas é muito importante, pois assim poderá evitar impacto na saúde mental.

É normal as pessoas terem medo de algo desconhecido, porém o medo, a insegurança do futuro diante a Covid-19 vem aumentando em todo o mundo, gerando assim, pessoas mais ansiosas e sem esperança no amanhã, abrindo margens para transtornos mais preocupantes do que a própria Ansiedade, como a Depressão, mas sobre isso, falarei num próximo momento.

Confira abaixo, orientações de como poder identificar e controlar sua ansiedade durante esse período de quarentena.

Lembrando que são apenas alguns pontos para identificação e controle. Esse informativo não é e nem pode ser utilizado para diagnóstico e tratamento. Para isso, procure um profissional de Psicologia para lhe acompanhar da melhor maneira e com eficaz.

Sinais de identificação de Ansiedade durante a pandemia:

1- Nervosismo,

2- Dificuldade de concentração,

3- Medo constante,

4- Irritabilidade e Agitação,

5- Insônia,

6- Cansaço além do costume.

Como controlar a Ansiedade diante da pandemia:

1- Separe o que você pode controlar (lavar as mãos, sair de casa apenas se for necessário, meios de prevenção) do que não pode (ter controle do que está acontecendo),

2- Busque informações confiáveis uma vez por dia,

3- Alimenta-se bem e beba bastante água,

4- Pratique pelo menos 2 ou 3x algum exercício físico mesmo que em casa,

5- Faça atividades relaxantes como ler um livro, pinturas, ouvir música, assistir filmes ou o que lhe agradar,

6- Se tiver medo, pense em outros momentos difíceis que já superou antes,

7- Se precisar, busque ajuda profissional. Não tenha vergonha!

O que aumenta a Ansiedade durante a Pandemia:

1- Pensar e falar constantemente na doença,

2- Informações em excesso,

3- Pensamentos relacionados à morte sobre a doença,

4- Acreditar em tudo que lê na internet sobre o assunto.

Terapia Online – Como é?

O que é um atendimento online?

O atendimento online garante a facilidade, agilidade e qualidade no atendimento ao paciente. Sempre de forma sigilosa, como no presencial e em tempo real, permitindo um acompanhamento mais detalhado do caso e desenvolvimento do mesmo em avaliação.

Como ter um bom aproveitamento do atendimento online?

O importante é que seja verificado a conexão de internet antes de iniciar a sessão, para que não haja cortes durante a vídeo chamada. Além disso, uns dos pontos indispensáveis, é manter o compromisso diante do terapeuta de não esconder os fatos, ser dedicado, valorizar seu investimento e sua vida acima de tudo, para assim poder ter ganhos mais rápido e com qualidade.

Qualquer pessoa pode fazer um atendimento online?

Sim. Desde que tenha facilidade ou acesso, com ajuda de alguém, a um computador ou smartfone, além claro, possuir conexão de internet. Algumas crianças e idosos não aderem muito à sessão online, pois tem a necessidade de um acompanhamento presencial, mas nada os impede de que ser houver a vontade, tentar.

Qual acompanhamento é mais eficaz? Presencial ou online?

Não existe nenhum dado comprovado um método melhor do que o outro. Qualquer um dos dois é feito um serviço com a mesma qualidade. Alguns transtornos mentais necessitam da presença física, para aplicação de técnicas presenciais, mas nada impede de iniciar pelo formato online. O principal responsável para ter sucesso na terapia é o próprio paciente, seja online ou não.

Tem diferença de tempo de sessão online X sessão presencial?

Não. Não tem como determinar tempo de acompanhamento. Como dito acima, tudo dependerá do desenvolvimento do paciente.

É permitido o atendimento terapêutico online por lei?

É sim. O importante antes de iniciar a escolha do psicólogo para o seu acompanhamento, é verificar se ele está inscrito no Conselho Regional de Psicologia e no Cadastro Nacional de Psicologia, para certificar-se que ele está apto e liberado para tal atendimento. Caso tenha dúvidas sobre o registro de algum profissional, ligue para o número do Conselho da sua cidade.

Para mais informações, envie um contato.